Olympus OM-D E-M10 Mark II
Uma unidade em estado excelente de uma mirrorless clássica com encanto Micro Quatro Terços
Analisamos uma unidade concreta da Olympus OM-D E-M10 Mark II, em estado excelente. Uma câmara que, apesar dos anos, continua a oferecer uma experiência de disparo sólida e um fator de forma muito compacto.
- Estabilização de 5 eixos muito eficaz para a sua época
- Corpo leve e compacto, ideal para viagens
- Qualidade de construção sólida com mostradores metálicos
- Visor eletrónico de qualidade e ecrã tátil rebatível
- O sensor Micro Quatro Terços mostra a sua idade em ISOs elevados
- A focagem automática por deteção de contraste é lenta em condições de pouca luz
- A gravação de vídeo fica-se pelos 1080p e sem porta para microfone externo
A Olympus OM-D E-M10 Mark II chegou ao mercado em 2015 como a irmã mais nova da E-M5 Mark II, herdando grande parte do seu ADN num corpo mais acessível. Para muitos, representa o ponto doce da gama média da Olympus: uma câmara que oferecia estabilização de 5 eixos, um visor eletrónico decente e um design retro que cativa, tudo num chassis surpreendentemente compacto.
Hoje temos na oficina uma unidade concreta deste modelo, identificada com o número de inventário 69c3edb637275108638db1d. Chega em estado Excelente segundo a nossa classificação de laboratório, com uma avaliação física impecável. É uma das quatro unidades atualmente disponíveis no mercado de segunda mão, com um preço médio de 329 € nos últimos 30 dias. A nossa está avaliada em 339 €, ligeiramente acima da média, mas o estado da unidade justifica-o.
Dados desta unidade
| Característica | Valor |
|---|---|
| Contador de obturador | Não disponível |
| Saúde da bateria | Não disponível |
| Grau de estado | B |
| Observações do laboratório | Estado físico: Excelente. Sem problemas mecânicos ou estéticos dignos de nota. |
Embora não tenhamos conseguido verificar o contador de obturador nem a saúde da bateria, a inspeção visual e funcional não revelou desgaste anómalo. Os mostradores superiores, ponto crítico neste modelo, respondem com a precisão de uma unidade pouco usada.
O modelo em geral
A E-M10 Mark II monta um sensor Micro Quatro Terços de 16,1 megapíxeis, o mesmo que equipava outras câmaras da marca naquela época. É um sensor que, no seu tempo, oferecia uma relação qualidade-ruído muito digna para o seu tamanho, mas que hoje, comparado com sensores APS-C ou full frame modernos, mostra as suas limitações, sobretudo acima de ISO 3200.
O sistema de focagem automática é por deteção de contraste, com 81 pontos. Funciona bem com boa luz e sujeitos estáticos, mas torna-se hesitante em cenas de pouco contraste ou com movimento. Não é uma câmara para ação nem para desportos.
Onde realmente brilha é na estabilização. O sistema de 5 eixos integrado no corpo permite disparar a velocidades de obturação surpreendentemente baixas sem tripé, algo que continua a ser competitivo ainda hoje. A construção, com liga de magnésio e mostradores metálicos, transmite uma solidez que muitas câmaras atuais de plástico não têm.

O que funciona
- Estabilização de 5 eixos: É, sem dúvida, a característica estrela. Permite obter imagens nítidas a 1/4 de segundo com uma lente angular, algo que câmaras muito mais caras da concorrência não conseguiam sem um estabilizador na objetiva.
- Tamanho e peso: Com a objetiva de kit (14-42 mm), o conjunto pesa menos de 500 gramas. É uma câmara que podes levar num casaco ou numa bolsa pequena sem que se note.
- Qualidade de construção: Os mostradores superiores para o modo de disparo e a compensação de exposição são metálicos e têm um toque excelente. A pega, embora pequena, é suficiente para uma aderência confortável com objetivas leves.
- Visor eletrónico: Com 2,36 milhões de pontos, continua a ser um visor de boa qualidade, com uma imagem nítida e uma taxa de atualização aceitável. O ecrã tátil rebatível permite enquadrar a partir de ângulos baixos ou altos com facilidade.
O que pesa com os anos
- Desempenho em ISOs elevados: A partir de ISO 3200, o ruído cromático torna-se evidente e a perda de detalhe é notável. Para uso em redes sociais ou impressões pequenas pode servir, mas para trabalhos que exijam qualidade a altas sensibilidades, esta câmara fica aquém.
- Focagem automática: O sistema de deteção de contraste é lento e, por vezes, impreciso com pouca luz. Não é uma câmara para fotografar crianças ou animais de estimação em movimento.
- Vídeo: Fica-se pelos 1080p a 60 fps, sem porta para microfone externo. Hoje em dia, qualquer smartphone de gama média grava melhor vídeo. Se o vídeo é importante para ti, procura outro modelo.
- Bateria: A bateria BLS-50 tem uma autonomia modesta, cerca de 320 disparos por carga. É recomendável levar uma de reserva para um dia completo de disparo.

Para quem é esta unidade?
Esta unidade concreta, em estado excelente, é uma opção ideal para:
- Fotógrafos de rua ou viajantes que procuram uma câmara leve e discreta com boa estabilização.
- Entusiastas do estilo retro que querem uma câmara com mostradores físicos e uma experiência de disparo mais tátil.
- Utilizadores que já têm óticas Micro Quatro Terços e querem um corpo secundário acessível.
- Principiantes que querem aprender fotografia com uma câmara que obriga a pensar a exposição, sem depender de modos automáticos complexos.
Não é para quem procura um desempenho de topo em ação, desportos ou vídeo. Também não é para quem precise de trabalhar com ISOs elevados de forma habitual.
Veredito
A Olympus OM-D E-M10 Mark II é uma câmara que envelheceu com dignidade, mas não sem rugas. O seu ponto forte continua a ser a estabilização e o fator de forma, enquanto o sensor e a focagem automática denunciam a sua idade. Esta unidade concreta, em estado excelente, é uma compra recomendável para o perfil de utilizador adequado, desde que se aceitem as suas limitações. Por 339 €, oferece uma experiência de disparo que muitas câmaras modernas não conseguem igualar em termos de toque e portabilidade, mas que em prestações puras fica longe de opções mais atuais.

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